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Apesar da crise financeira internacional, o ministro do Esporte, Orlando Silva, diz que os investimentos em infra-estrutura para preparar o país para receber a Copa do Mundo de 2014 serão mantidos. "Se há quem defenda que o governo incorpore instituições financeiras para o bom funcionamento da economia dos países quiçá manter investimento público em áreas estratégicas e infra-estrutura, que são fundamentais", disse o ministro nesta quarta (5) durante audiência pública na Câmara dos Deputados.
Orlando Silva lembrou que o presidente Lula determinou que não pode haver retração nas obras que constam no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo muitas delas fundamentais para preparar o país para Copa.
Ele citou como exemplo a construção do terminal de passageiros no Aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro. "Já está em fase de obras com um terminal e outro vai ser licitado a segunda fase. Então os investimentos em infra-estrutura previstos seguirão por determinação do presidente. E os que não estão previstos no PAC devem ser incorporados na minha perspectiva", defendeu.
Sem saber as reais dimensões, o ministro afirmou que é evidente que o país está apreensivo diante da crise financeira internacional, mas ele tem a convicção de que os investimentos serão mantidos. "Vai exigir revisão de orçamento e vai exigir revisão de planejamento, mas eu tenho segurança de que investimento em infra-estrutura não pode ser objeto de revisão, porque a logística do país exige melhor infra-estrutura que vai colaborar para ampliar o ingresso no país", disse.
Construção de estádios
Por outro lado, ele disse que é errado os governos disponibilizarem dinheiro para construir estádio de futebol. Nesse caso, defendeu investimento privado e transferência de gestão. "O Estado tem coisa mais importante para fazer do que construir estádio. Essa é minha convicção."
Ponderou que poderia haver recursos caso a construção dessas praças estejam vinculadas aos projetos imobiliários, mas a iniciativa seria do empresariado. "Os interessados deveriam buscar parcerias para viabilizá-las com recursos privados", defendeu. Essa convicção, segundo o ministro, já foi manifestada ao presidente Lula.
Indefinição das cidades-sedes preocupa
O ministro ainda comentou as preocupações sobre o pouco tempo para os investimentos nas cidades-sedes que receberão os jogos da Copa. É que a escolha delas só será feita em março do próximo ano, o que inviabiliza qualquer desenvolvimento de projetos até esse prazo.
"O presidente todas as vezes que me encontra pergunta: Orlando tem certeza que não pode antecipar a decisão das cidades-sedes?", disse ao destacar que inúmeras vezes fez gestão sem sucesso junto à Fifa.
"Eles argumentam que é impossível antecipar decisão, querem inclusive dialogar com os gestores municipais que tomarão posse a partir de janeiro de 2009", explicou. O ministro diz que só poderá haver avanços a partir de março, enquanto isso é preciso planejar. "Já tem uma série de planos traçados para, decidido a cidade, colocar em campo as iniciativas e garantir o sucesso da Copa de 2014."
Fonte: De Brasília, Iram Alfaia - www.portalvermelho.org.br