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Se a comitiva de São Paulo, que apresenta o seu projeto hoje aos membros da Fifa, no último dia do Seminário da Copa-2014, no Rio, não tirar nenhum coelho da cartola, pode-se dizer que o sonho de sediar a abertura do Mundial está ficando distante dos paulistas. Brasília saiu na frente e agradou em cheio na sua apresentação de propostas. Se o quadro ficar inalterado até março de 2009, o primeiro jogo da Copa será no Planalto Central.
O problema é a falta de um projeto moderno para o Morumbi. A Fifa não gosta de algumas propostas viárias e técnicas para o estádio, como o metrô tão distante, a falta de um bom lugar para um centro de imprensa, a localização de alguns setores no estádio e a indefinição sobre as parcerias privadas. Se estas soluções forem as definitivas, o estádio não será o indicado. Em tempo: se fossem apresentadas por qualquer outra cidade, ela nem sequer estaria entre as escolhidas.
A outra opção apresentada nos bastidores, a Arena do Palmeiras, é considerada ruim e nem é cogitada pelo comitê de candidatura paulista. Como não será apresentada hoje, termina com a especulação sobre o estádio paulista para 2014.
O projeto palmeirense esbarra em três problemas. O primeiro é que a Fifa não se convenceria de que a cidade trocou seu projeto de um estádio de 75 mil lugares por um de 40 mil. O segundo é que São Paulo é uma das cidades que pode alavancar a competição economicamente e não poderá ter um estádio tão pequeno. O terceiro – e decisivo – é o fato de o projeto não ser apresentado pelos paulistas no último encontro com a Fifa.
Por sua vez, Brasília fez o dever de casa. Sua apresentação foi uma das melhores: farto espaço para estacionamento (10 mil vagas no local e 22 mil no entorno); local para centro de imprensa; e, principalmente, estádio praticamente novo (Mané Garrincha, público de 77 mil) que será reconstruído em janeiro, antes da escolha das sedes.
– Além de tudo isso, Brasília é a sede de todas as embaixadas. Isso facilita muito – diz Eduardo Castro Mello, arquiteto e autor do projeto.
Perguntado, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, não acredita que Brasília atropele Sampa.
– São Paulo confia no projeto apresentado. E a abertura não será em Brasília porque Brasília não trem infraestrutura hoteleria para receber um evento deste porte.
Belo Horizonte, a outra candidata, é muito forte nos bastidores, mas tem dois sérios problemas: a falta da boa estrutura hoteleira e o atraso na definição do projeto.
Fonte: NELSON AYRES | LANCE FUTEBOL NACIONAL | 30/09/2008